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04/02/2013 - 06h02

Londres 'ignora' jogo da Inglaterra contra o Brasil nesta quarta-feira

A Seleção Brasileira enfrenta a Inglaterra nesta quarta-feira, como parte das comemorações dos 150 anos da Federação Inglesa (FA). Mas fora de Wembley, tradicional palco de Londres, que já está com os ingressos esgotados, é verdade, a cidade não está nem aí para o jogo. A bola oval está bem mais em evidência, seja ela vermelha ou branca.

Basta andar pelos bairros, e fica evidente a atual preferência londrina. Os painéis nas portas dos pubs e restaurantes que tradicionalmente transmitem esportes dão muito mais importância ao Super Bowl de domingo, disputado entre San Francisco 49ers e Baltimore Ravens, em New Orleans, e ao Torneio Seis Nações de Rúgbi. Nem mesmo os clubes da cidade estão com tanta audiência fora de seus bairros de origem.

- Aqui na Inglaterra, a criança já começa a ter uma preferência aos cinco, seis anos, quando decide o que jogar na escola. E vai com ele a vida toda - explica o italiano Antonio Sara, natural da Sardinha, dono do pub Duke of Wellington, em Notting Hill.

Funcionários do Duke of Wellington. Do lado esquerdo, o cartaz com a tabela do Six Nations (Foto: Thiago Correia)

O empresário, aliás, é um pouco fechado a transmitir a final da NFL. O bar fica na Portobello Road, rua famosa pelo seu mercado, e quer continuar tradicionalmente inglês, ainda com um som de reggae vindo da rua, como Caetano Veloso cantou em 1972.

- Em pubs como o meu, preferimos esportes ingleses, que o pessoal gosta há mais tempo. Mostramos jogos de outros países, claro, mas a NFL, mesmo o Super Bowl, aqui, será difícil no curto prazo - prevê.

'Nine out of Ten', do disco 'Transa, de Caetano Veloso, que cita a Portobello Road

Ao contrário da efervescente Leicester Square, praça próxima à Piccadily Circus, aonde fica o famoso painel com letreiros coloridos. O gerente do Hippodrome Casino resolveu transmitir o Super Bowl pela primeira vez este ano, com a entrada a 15 libras (R$ 46) e vários telões espalhados pelo pátio principal.

- Colocamos cartazes na porta, passaram milhares de pessoas, todos já sabem que vai passar aqui. A ideia é oferecer um pouco de tradição americana no domingo - esclarece David Smith, gerente do casino, explicando que não quer apenas imigrantes e turistas dos Estados Unidos:

- Acredito que vai haver uma mistura de nacionalidades. Temos reservas de pessoas de vários países diferentes, inclusive do Brasil.

Músicos de rua em Portobello Road, ainda em 2013 (Foto: Thiago Correia)

BATE-BOLADavid SmithGerente do Hippodrome Casino, em Leicester Square

Vai haver algo especial para o jogo entre Brasil e Inglaterra?Vamos mostrar a partida, mas lá no terceiro andar apenas. No teatro principal vai ter outro tipo de evento. Se fosse um jogo importante, de Copa do Mundo, merecia atenção, mas vai ser minimizado.

O casino passa todos os esportes? Os públicos são diferentes dependendo de qual esporte se trata?Nós transmitimos todos os esportes aqui, temos uma tela muito grande, tivemos os Jogos Olímpicos, passamos futebol, rúgbi, mas no fim, a vibração é sempre parecida. Cada esporte tem sua particularidade, mas na hora do gol, do touchdown ou do try, é sempre aquela comemoração bonita e brindes para todos os lados.

Qual é a expectativa, do ponto de vista empresarial, para o Super Bowl?Um sucesso. Queremos fazer uma mistura de culturas. Londres é uma das cidades mais cosmopolitas do mundo, vamos oferecer tradição americana, mas a NFL está ficando popular no mundo todo, teremos americanos, ingleses, e pessoas de várias nacionalidades estarão juntas.

BATE-BOLAAntonio SaraDono do pub Duke of Wellington, em Notting Hill

Vai haver atenção especial para o jogo de quarta-feira?Como estamos distantes de Wembley, e não trata-se de um jogo importante, não vamos fazer nada de especial para esta partida. Os pubs em geral vão mostrar o jogo, afinal, é a seleção e as pessoas querem ver, mas não tem tanto apelo.

O público que vai a pubs comporta-se de forma diferente quando é jogo de clube ou de seleção?Quando é um jogo da seleção, o próprio público fica de maneira diferente, pois as pessoas que não são fanáticas por seus clubes acabam vindo também, as esposas, por exemplo. É um evento em família. E consomem comida inglesa, cerveja inglesa, tradições locais.

Torcidas rivais se juntam pela seleção?Não, ainda mais aqueles que frequentam estádios, que assistem a todos os jogos nos pubs. Os torcedores mais fervorosos não se misturam, não serão encontradas camisas de Arsenal, Tottenham, Chelsea, Fulham e West Ham juntas.

De acordo com a programação divulgada pelo site da CBF, a delegação da Seleção Brasileira chega hoje em Londres às 11h20 (horário de Brasília) e vai se instalar no hotel Hilton próximo ao Estádio de Wembley. A única atividade do dia será às 16h.

Os jogadores vão fazer uma atividade regenerativa nas próprias instalações do hotel, e não está previsto nenhum contato com a imprensa. Apenas amanhã na parte da manhã, que o técnico Luiz Felipe Scolari vai conceder uma entrevista coletiva em Wembley, e mais tarde, a Seleção vai treinar no The Hive Football Centre, que fica a cerca de seis quilômetros da hospedagem.

Mais um pub que vai passar o Six Nations, entre a Leicester Square e a Piccadilly Circus (Foto: Thiago Correia)

Camisa do Brasil bem mais cara

Se o jogo não está com tanto apelo pelas ruas de Londres, a camisa da Seleção Brasileira está bem mais valorizada do que a inglesa. Na verdade, a Amarelinha é a mais cara na cadeia Sports Direct. Na mesma loja, os rivais desta quarta-feira têm o equipamento mais barato: 71 libras (R$ 221) para levar a 10 de Ronaldinho Gaúcho, algumas já vêm com o nome do jogador do Atlético Mineiro, outras sem número, contra apenas cinco libras (R$ 15) dos britânicos.

E a camisa da Seleção Brasileira vendida na cadeia já trata-se do modelo anterior, pois nesta quarta-feira a equipe vai estrear seu novo uniforme.

A curiosidade em relação às lojas de materiais esportivos em Londres fica para a falta de camisas de seleções e clubes da América do Sul. Sequer da seleção argentina do astro Messi há. Com facilidade, só três: Brasil, Uruguai e Boca Juniors.

Super BowlA final da NFL, a liga profissional de futebol americano, foi apontada pela Forbes como o evento esportivo valioso do mundo. Esse ano, o anúncio de 30 segundos na televisão custou US$ 4 milhões (R$ 7,9 milhões). O Super Bowl só não é mais assistido no mundo do que as finais da Copa do Mundo e da Liga dos Campeões da Europa.

Seis NaçõesTorneio mais tradicional de rúgbi, existe desde 1883, mas era em outro formato e com quatro países: Inglaterra, Irlanda, Escócia e País de Gales. A França entrou em 1910, e a Itália em 2000. É disputado em pontos corridos e em turno único.

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