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21/08/2016 - 11h16

Especial Rio-16: Como o esporte do Brasil mira Tóquio-2020

Encerrando a Rio-2016, os olhares do esporte brasileiro voltam-se aos preparativos para Tóquio-2020. Programas de apoio a atletas e renovação de equipes olímpicas entram em pauta no País
André Victor Rodrigues andrevictor@opovo.com.br

Após 19 dias de competições inesquecíveis, grandes histórias para além do esporte e bom desempenho do Brasil na conquista de medalhas, a Rio-2016 chega ao fim na noite deste domingo. E a primeira semana sem a rotina de disputas já começa com projeção sobre o que será do esporte do País no novo ciclo olímpico. Visando à Tóquio-2020, temas como o aprimoramento de programas públicos de apoio a atletas, fortalecimento de modalidades esportivas e preparação de equipes mais competitivas entrarão em pauta para que venham resultados melhores daqui a quatro anos.

Para o governo federal, a manutenção e o desenvolvimento dos programas de apoio aos atletas são passo fundamental para chegar ao Japão com progressos. O Ministério da Defesa comemora os frutos do Programa Atletas de Alto Rendimento (Paar), criado em 2008.

Através dele, atletas são incorporados às Forças Armadas por meio de edital e ganham patente (terceiro sargento de Marinha, Aeronáutica ou Exército) e benefícios militares — salários, plano de saúde, aposentadoria —, além de acompanhamento e estrutura esportiva. Na Rio-2016, 12 medalhas foram conquistadas por brasileiros contemplados pelo Paar. A meta do Ministério era de dez medalhas. Para o próximo ciclo olímpico, o programa será continuado e a promessa é ampliar o número de atletas beneficiados.

Atualmente são 670 desportistas com apoio militar — 145 participantes nos Jogos do Rio. O investimento anual chegou a R$ 43 milhões no Programa.

Questionado sobre o próximo ciclo olímpico, o Ministério do Esporte declarou ao O POVO que fará “balanço da participação brasileira após o encerramento dos Jogos”. Contudo, já existem conversas com instituições voltadas ao esporte de alto rendimento para colocar em debate programas como o Bolsa Atleta e o Plano Brasil Medalhas (Bolsa Pódio).

Quem anseia por reuniões com as autoridades públicas são os representantes da Rede Esporte Pela Mudança Social (Rems), formada por 81 organizações — dentre estas o Instituto Reação, de onde saiu a medalhista de ouro Rafael Silva — de fomento ao esporte para desenvolvimento humano. As instituições, que buscam a implementação da prática esportiva como política pública, apontam para a necessidade urgente de se desenvolver um Sistema Nacional do Esporte, pelo qual se estabeleceriam melhor as fontes de financiamento e o papel dos atores responsáveis pelos investimentos no esporte no País. “A parte do financiamento do esporte precisa ser resolvida. Agora, sem Copa do Mundo ou Olimpíadas no Brasil, os holofotes não estarão mais no esporte. Precisamos organizar para que ele não saia da pauta. As pessoas precisam entender da relevância de investir na prática esportiva”, expõe a integrante da Secretaria Executiva da Rems, Ana Luiza de Araújo.

Hoje, o Bolsa Atleta atende a 6.131 atletas de modalidades olímpicas e paralímpicas. Criado em 2012, o Bolsa Pódio dá suporte a 246 atletas de alto rendimento, com remuneração que pode ir de R$ 5 mil a R$ 15 mil.

Na avaliação do especialista em marketing e gestão esportiva, Chateaubriand Arrais, o Brasil precisa aproveitar o apelo de ter recebido dois megaeventos esportivos nos últimos dois anos. “Nestes Jogos, os atletas puderam estar mais perto dos torcedores. Isso gerou mais apelo para as modalidades. Esportes que antes não tinham grande visibilidade hoje poderão ser mais vistos e apoiados”. Arrais também argumenta que, apesar de exemplos de sucesso de programa governamental, como o das Forças Armadas, é preciso ter outras fontes de suporte para o Brasil alcançar nível de potências olímpicas. “A iniciativa privada, principalmente, tem de assimilar o sucesso do evento e partir mais em apoio aos atletas”.

Na preparação para 2020, há expectativa de como o investimento de mais de R$4 bilhões na Rede Nacional de Treinamento — centros de desenvolvimento de atletas por todo o País —, vai trazer melhorias efetivas. Em Fortaleza, o Centro de Formação Olímpica, integrante dessa rede, ainda não foi inaugurado oficialmente e não conta com plano de funcionamento.

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