Logo Portal O POVO Online

Esportes

  • Ceará
  • Fortaleza
  • Ferroviário
  • Grêmio
  • Internacional
  • Flamengo
  • Vasco
  • Botafogo
  • Fluminense
  • Corinthians
  • São Paulo
  • Santos
  • Palmeiras
  • Cruzeiro
  • Atlético-MG
rss

Especiais

Receba as notícias

RSS

22/08/2016 - 08h52

Olimpíada com jeito brasileiro vai deixar saudade

A primeira edição dos Jogos Olímpicos na América do Sul mostrou nossas peculiaridades e acaba já deixando uma pitada de saudade
DAMIEN MEYER/AFP
Paisagens cariocas se enfeitaram com os anéis olímpicos e com personagens que só os Jogos podem apresentar

Noite no Centro do Rio de Janeiro. Dois meninos e uma menina brincam na calçada enquanto os pais bebericam algo no bar da esquina. As crianças se concentram e saem em disparada para, no fim, apontar para o céu nublado com o sinal de raio do Bolt.

Na manhã seguinte, enquanto serve o pão com manteiga e a média (o tradicional café com leite carioca), o moço da padaria, chamado Fran, pergunta ao cliente no balcão puxando sotaque característico: “Você viu o que o rapaz do salto com vara fez?”. Os dois comentam a cara de entojado do francês e discutem o feito dourado de Thiago Braz da Silva.

Seja com empolgação, seja com um jeitão de quem não liga muito ou protestando contra as remoções das pessoas que moravam na Vila Autódromo, as Olimpíadas caíram na boca do Brasil nas últimas duas semanas. Desde os feitos dos atletas em competição até os nadadores dos EUA que andaram aprontando.

Os gringos, de início, chegavam com um pé atrás. Jornalistas de fora volta e meia perguntavam sobre zika para logo entender que as preocupações pré-olímpicas foram exageradas. Queriam saber ainda o que era uma favela do Rio e entender um pouco mais essa realidade de que tanto ouviam falar. Se espantaram, isso sim, com a maneira local de torcer e se comportar na arquibancada. E aos poucos se deram conta que o brasileiro consome esporte não em busca de ídolos, mas de heróis. E heróis precisam também de vilões para existir.

E os heróis atendiam pelos nomes de Bolt, Phelps, Simone Biles. Eram Rafaela Silva, Serginho, Neymar e Thiago Braz também. O Brasil foi apresentado ainda a Isaquias, menino baiano de boné pra trás que abocanhou três medalhas e é fã de arrocha. Sentiu o espírito olímpico ao conhecer a história do Time de Refugiados.

O mundo percebeu que a emoção que os Jogos deram ao brasileiro era fruto de um povo que tem tido dificuldades para sorrir nos últimos tempos.

Independente de metas ou do número de medalhas conquistadas pelo Brasil, a Olimpíada deu ao País desde a Cerimônia de Abertura uma injeção de autoestima. Momentos para deixar o viralatismo de lado. O tempo dirá qual o legado econômico, estrutural e social os Jogos deixarão por aqui. O legado afetivo, difícil de ser mensurado, fica com as histórias vividas e sentidas de perto. O desejo de todos é que tudo isso não cesse com o apagar da chama na Candelária.

As Olimpíadas saem do Rio e partem para o outro lado do mundo. Em Tóquio-2020, será pouco provável encontrar algo parecido como o que viu por estas bandas. Os Jogos saem deixando uma pitada de saudade no carioca e no brasileiro. Mas vão com mais saudade ainda do Rio de imagens, personagens e pessoas maravilhosas.

Compartilhar
Espaço do Leitor As informações são de responsabilidade do autor:
Nenhum comentário ainda, seja o primeiro a comentar esta notícia.
0
Comentários Nome Cidade Escreva seu comentário 300
o povo
anônimo
twitter
facebook
modelo3
Erro ao renderizar o portlet: EN_Clubes

Erro: No module named aplication
  • Em Breve

    Ofertas incríveis para você

    Aguarde

Erro ao renderizar o portlet: EN_Destaque Video Interna

Erro: No module named aplication