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22/08/2016 - 08h58

Olhares finais

Bernardinho é um monstro do esporte brasileiro. Medalha de prata como jogador em Los Angeles-1984, o técnico é responsável por levar o Brasil ao pódio seis vezes seguidas em Jogos Olímpicos. Desde Atlanta-1996 com o bronze pela seleção feminina que um time comandado por ele chega entre os três primeiros lugares. Não há precedente para o tamanho da competência do treinador, também bronze em Sydney-2000, outro em Atenas-2004 (já com a seleção masculina), prata em Pequim-2008, prata em Londres-2012 e o ouro de ontem na Rio-2016.

O Brasil iguala União Soviética e EUA e agora os três são tricampeões olímpicos. A campanha tem um símbolo: Serginho. São quatro finais seguidas para o líbero de 40 anos, que agora tem duas medalhas de ouro e duas de prata, um dos atletas mais vencedores da história do Brasil e o maior em esportes coletivos do País.

O ouro inédito no futebol masculino era dos mais previsíveis para o Brasil na campanha que terminou com 19 medalhas na Rio-2016. A combinação treinador competente, ótimo time e apoio da torcida em uma competição com nível técnico apenas razoável se mostrou efetivamente infalível. A partida final contra uma organizada, porém desfalcada, Alemanha foi disputada em alto nível. Os duelos táticos, o gosto pela bola, a vontade de buscar o ataque estiveram sempre presentes, apesar do cansaço dos elencos que disputaram seis partidas em 17 dias.

Não faz qualquer sentido avaliar competência por uma decisão ganha ou perdida nos pênaltis. Ainda que o time comandado por Rogério Micale tivesse sido derrotado, o trabalho teria caráter admirável. O futebol brasileiro, entretanto, segue longe de uma redenção. Os problemas são enormes, especialmente em função de dirigentes incompetentes e que colocam interesses pessoais prioritariamente. Não é uma medalha dourada que vai mudar tudo por encanto, mas certamente um caminho dentro de campo foi mostrado. Uma equipe jovem e talentosa, extremamente comprometida, madura e com uma filosofia ofensiva e coletiva.

O bronze de Maicon Siqueira (foto) no taekwondo, conquistado no sábado, se tornou o mais surpreendente pódio brasileiro. Emocionante demais, até porque há três anos atrás o mineiro praticava o esporte de forma amadora, quando os irmãos Clayton e Reginaldo dos Santos o viram numa competição e fizeram o convite para que ele treinasse em São Caetano-SP. Aos 23 anos, agora o ex-servente de pedreiro é dono de uma medalha olímpica, muito mais resultado do esforço pessoal e de sua comissão do que de um modelo estruturado do esporte por aqui.

Se existe uma delegação que precisa ter seu desempenho estudado é a da Grã-Bretanha. Nos 20 anos mais recentes em que o esporte passou a ser apoiado como política de Estado o que se viu foi uma evolução inimaginável. Em Atlanta-1996 foram 15 medalhas no total, mas apenas uma de ouro. Encerrada a Rio-2016 foram 67 pódios, com 27 ouros. (Fernando Graziani)

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